Com o aumento da população idosa, que já representa 15,6% dos brasileiros, cresce também a necessidade de cuidados específicos com a saúde visual masculina. Estima-se que em 2029 haverá cerca de 17,3 milhões de homens entre os 38,5 milhões de idosos do país. Traumas oculares, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e retinopatia diabética estão entre os problemas mais comuns, muitas vezes silenciosos e progressivos.
O glaucoma, neuropatia óptica que compromete o campo visual, atinge até 6% dos maiores de 60 anos e é responsável por grande parte da cegueira irreversível. A retinopatia diabética pode afetar até 40% de pacientes com diabetes tipo 1, enquanto a DMRI prejudica a visão central, dificultando atividades cotidianas. Outras condições, como descolamento de retina e síndrome do olho seco, também apresentam maior incidência no público masculino.
Segundo a médica Camila Munayer, do Instituto de Olhos Minas Gerais, exames regulares a partir dos 40 anos, hábitos saudáveis e tratamento precoce são essenciais para preservar a autonomia, segurança e qualidade de vida. Com prevenção e atenção, é possível garantir olhos saudáveis por mais tempo.