A partir de 2 de janeiro de 2025, os planos de saúde no Brasil passam a ser obrigados a oferecer cobertura para implantes contraceptivos subdérmicos de etonogestrel. A determinação está prevista na Resolução Normativa nº 619 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O método contraceptivo, um pequeno bastonete inserido sob a pele do braço, libera hormônio continuamente e previne a gravidez por até três anos, com eficácia superior a 99%. Até agora, o custo do procedimento ultrapassava R$ 1.000, o que limitava o acesso de grande parte da população.
A decisão da ANS prioriza o atendimento a grupos em situação de vulnerabilidade, como mulheres em situação de rua, privadas de liberdade, trabalhadoras do sexo e pacientes que utilizam medicamentos com alto risco de provocar malformações fetais, entre eles a isotretinoína, o metotrexato e a talidomida.
Especialistas destacam que a medida deve ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração e reduzir desigualdades no cuidado reprodutivo. A expectativa é também diminuir o número de gestações não planejadas, o que gera impacto positivo para a saúde pública e economia de recursos do sistema.