O Grupo de Dança Primeiro Ato integra a programação da 51ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança com o espetáculo “Como Água”, que será apresentado nos dias 29 e 30 de janeiro, quinta e sexta-feira, às 20h, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A montagem propõe ao público uma experiência sensorial e poética, ampliando o acesso à dança contemporânea por meio de ingressos a preços populares, com valores a partir de R$ 25.
Inspirado na metáfora da água — elemento que se adapta, contorna obstáculos e se transforma, o espetáculo convida à reflexão sobre a passagem do tempo, o corpo e os fluxos da vida. A obra se constrói a partir de uma narrativa não linear, estimulando a escuta do corpo, das memórias e das pausas que também comunicam, em um diálogo sensível com o presente.
Com direção e produção de Suely Machado, fundadora e diretora artística do grupo, “Como Água” nasce do desejo de criar uma dança conectada ao agora e capaz de alcançar novos públicos. Para a diretora, a Campanha de Popularização é um espaço fundamental de encontro entre a dança contemporânea e diferentes plateias. Segundo ela, levar o espetáculo para esse contexto reforça o compromisso do Primeiro Ato com o acesso, a escuta e a troca direta com o público, abordando temas que atravessam a experiência humana.
A concepção coreográfica é assinada por Marcela Rosa e foi desenvolvida de forma colaborativa, a partir da escuta e das vivências dos intérpretes-criadores. Em cena, os corpos constroem paisagens afetivas que transitam entre contenção e fluidez, silêncio e explosão, opacidade e brilho. A trilha sonora original, composta por Federico Puppi, dialoga diretamente com a matéria coreográfica, criando camadas sonoras que intensificam a experiência sensorial.
Com 43 anos de trajetória, o Grupo de Dança Primeiro Ato apresenta em “Como Água” um olhar crítico e poético sobre o nosso tempo, entendendo o ser humano como parte da natureza e explorando seus contrastes, memórias e estados de transformação. A obra convida o público a sentir o tempo, mais do que medi-lo, reafirmando a arte como espaço de presença, reflexão e partilha.
As apresentações são viabilizadas pela Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura – Governo Federal, via Prefeitura de Belo Horizonte.











